CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL
Lei Nº 13.105, de 16 de Março de 2015.
Artigo 714
A parte contrária será citada para contestar o pedido no prazo de 5 (cinco) dias, cabendo-lhe exibir as cópias, as contrafés e as reproduções dos atos e dos documentos que estiverem em seu poder.
§ 1º Se a parte concordar com a restauração, lavrar-se-á o auto que, assinado pelas partes e homologado pelo juiz, suprirá o processo desaparecido.

§ 2º Se a parte não contestar ou se a concordância for parcial, observar-se-á o procedimento comum.


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ARTIGOS
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Resumo Jurídico

Título: Aluguel de Coisas: Despejo por Falta de Pagamento e Demais Encargos

O Código de Processo Civil (CPC) estabelece um rito especial e mais célere para a desocupação de imóveis quando o inquilino deixa de cumprir com suas obrigações, principalmente o pagamento do aluguel e demais encargos. O artigo em questão detalha o procedimento para o despejo em decorrência da falta de pagamento, mas também abrange outras situações que justificam a retomada do imóvel.

Situações que autorizam o despejo:

  • Falta de pagamento do aluguel: É a causa mais comum. Se o inquilino não paga o aluguel na data acordada, o proprietário pode ingressar com a ação de despejo.
  • Falta de pagamento de encargos: Além do aluguel, o inquilino também é responsável por outros custos relacionados ao imóvel, como condomínio, IPTU, seguro contra incêndio, entre outros, se assim estiver previsto no contrato. A falta de pagamento desses encargos também autoriza o despejo.
  • Infração contratual: O contrato de locação pode prever cláusulas específicas que, se descumpridas pelo inquilino (por exemplo, sublocar o imóvel sem permissão, realizar obras irregulares), também podem levar ao despejo.
  • Uso impróprio do imóvel: Se o imóvel for utilizado para fins diferentes daqueles estabelecidos em contrato ou de forma inadequada, colocando em risco a segurança ou a vizinhança, o proprietário pode requerer a sua desocupação.

Procedimento de Despejo:

A ação de despejo deve ser proposta na Justiça. O juiz, ao analisar o pedido, poderá conceder uma liminar de despejo, ou seja, uma decisão antecipada para que o imóvel seja desocupado em um prazo curto, geralmente de 15 dias, antes mesmo do julgamento final do processo.

Para que a liminar de despejo seja concedida, o locador precisará comprovar a existência de um dos motivos listados acima e, em muitos casos, deverá prestar uma caução, que é um depósito em dinheiro para garantir o ressarcimento de eventuais danos ao inquilino, caso a liminar seja revogada.

O que acontece após a ação de despejo:

  • Citação do inquilino: O inquilino será oficialmente notificado sobre a ação e terá um prazo para apresentar sua defesa.
  • Manifestação do inquilino: O inquilino pode contestar a ação, alegando que o pagamento foi realizado, que não houve infração ou que há outras razões para não desocupar o imóvel.
  • Sentença: Após a análise das provas e argumentos, o juiz proferirá uma sentença. Se a sentença for favorável ao locador, será determinado o despejo do inquilino.
  • Cumprimento da ordem de despejo: Caso o inquilino não desocupe o imóvel voluntariamente após a sentença, o oficial de justiça poderá realizar o despejo forçado.

Em suma, o artigo em questão oferece ao proprietário um instrumento jurídico eficaz para reaver o seu imóvel em situações de descumprimento contratual por parte do inquilino, buscando agilizar o processo de desocupação e proteger os direitos do locador.